A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (09/07/2026), a 10ª fase da Operação Compliance Zero para apurar indícios de atuação coordenada em redes sociais com objetivo de, em tese, comprometer a credibilidade do Banco Central.
A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, com diligências no Distrito Federal, segundo nota divulgada pela própria PF.
No Entorno e no Gama, o caso acende um alerta prático: campanhas digitais que atacam instituições financeiras costumam ser usadas como “porta de entrada” para golpes e abordagens falsas a moradores.
O que a PF diz ter motivado a 10ª fase
De acordo com a 10ª fase da Operação Compliance Zero, o foco é uma estrutura que teria atuado em redes sociais para minar a confiança no Banco Central.
Os mandados foram cumpridos em Brasília/DF e tiveram autorização do STF, conforme a mesma nota, publicada em 9 de julho e atualizada na manhã de 10 de julho.
Na apuração pública desta fase, a investigação se conecta ao “caso Master”, que já vinha sendo alvo de etapas anteriores e ganhou novos desdobramentos nesta semana.
Segundo a Agência Brasil, o alvo desta etapa é o empresário Thiago Miranda, citado como alguém que teria ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro e que atuaria para intimidar jornalistas e servidores do BC nas redes.

Por que isso pode chegar ao bolso do morador do Gama
Para quem vive no Gama, a repercussão mais imediata não é política: é risco de fraude. Quando cresce a desinformação financeira, aumentam tentativas de golpe com “argumento de autoridade”.
O Banco Central tem reforçado que não pede senhas e não solicita dados pessoais por mensagem, ligação ou aplicativos, orientação válida especialmente em períodos de maior ruído nas redes.
A recomendação está detalhada em um material oficial sobre golpes envolvendo o nome do Banco Central, atualizado em 02/07/2026.
Na prática, criminosos podem se passar por “servidor do BC”, “auditoria”, “processo de ressarcimento” ou “regularização”, pedindo pagamento antecipado ou acesso remoto ao celular.
- Desconfie de urgência artificial (“última chance hoje”).
- Não instale aplicativos sugeridos por desconhecidos.
- Evite clicar em links enviados por perfis não verificados.
- Se houver ameaça, registre ocorrência e avise o banco.
O que se sabe até agora e próximos passos
Por se tratar de fase com buscas, a PF não divulgou, até a última atualização disponível, detalhes de materiais apreendidos ou nomes de investigados no comunicado oficial.
A Agência Brasil informou que a apuração inclui suspeitas de intimidação de jornalistas e de servidores do Banco Central, além de uma atuação online para pressionar e constranger.
O caso se insere no histórico da Compliance Zero, operação que já teve várias fases em 2026 e envolve suspeitas ligadas ao Banco Master, com impactos em órgãos de controle e no debate público.
Em meio ao cenário, decisões judiciais recentes têm reforçado que restrições a reportagens críticas são exceção, como lembrou o STJ ao tratar de limites para medidas que resultem em censura a notícias.
A posição aparece em um comunicado institucional do tribunal sobre liberdade de imprensa e afastamento de censura, publicado em 03/02/2026.
Para o leitor do DF, o ponto central é acompanhar os desdobramentos oficiais e, no cotidiano, redobrar cautela com contatos suspeitos que usem o nome de instituições financeiras.
- Verifique sempre o canal oficial antes de fornecer dados.
- Converse com familiares idosos sobre golpes por WhatsApp.
- Guarde evidências (prints, números, e-mails) para denúncia.
O Que Você Quer Saber Sobre a 10ª Fase da Operação Compliance Zero
A nova etapa, deflagrada em 09/07/2026 no DF, investigou suspeitas de atuação coordenada nas redes envolvendo ataques à credibilidade do Banco Central. Abaixo, dúvidas comuns sobre impactos e cuidados no dia a dia.
O que foi cumprido no DF nessa fase da operação?
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, segundo a nota oficial da Polícia Federal sobre a 10ª fase divulgada em 09/07/2026.
Como um golpe pode usar esse tipo de notícia para enganar moradores do Gama?
Golpistas costumam aproveitar temas em alta para se passar por “servidores” e pedir dados, senhas ou pagamentos. A regra é simples: o Banco Central não solicita senhas nem cadastramentos por mensagem.
O que fazer se eu receber mensagem dizendo que é do Banco Central?
Não forneça dados nem clique em links. Interrompa o contato, confirme informações em canais oficiais e registre boletim de ocorrência se houver tentativa de fraude ou ameaça, guardando prints e números.
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