A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Neoenergia Brasília desmontaram, na terça-feira, 2 de junho de 2026, uma estrutura clandestina ligada à mineração de criptomoedas abastecida por furto de energia, segundo relato publicado pelo Correio Braziliense.
De acordo com a reportagem, a ação faz parte de uma nova fase da operação CriptoGato, voltada a desarticular um grupo investigado por desviar eletricidade para manter equipamentos de alto consumo em funcionamento.
O caso ganha atenção porque, conforme a apuração divulgada, o esquema teria migrado de áreas rurais para regiões urbanas do DF, elevando o potencial de impacto em bairros residenciais e comércio local.
O que as autoridades informaram sobre a operação CriptoGato
Segundo o Correio, equipes técnicas da Neoenergia atuaram junto com policiais civis para identificar indícios de irregularidade e interromper a atividade clandestina.
A investigação mira um grupo criminoso voltado ao furto de energia especificamente para alimentar estruturas de mineração, uma prática que exige grande capacidade elétrica e costuma operar de forma contínua.
O jornal informou que, em fases anteriores, a apuração estava concentrada em áreas rurais mais isoladas de São Sebastião, mas que houve mudança de padrão, com atuação também em áreas urbanas.
Até a última atualização da publicação, a PCDF não havia detalhado, no mesmo texto, números consolidados de apreensões ou prisões ligados especificamente a essa fase divulgada em 2/6.
- Órgãos envolvidos: PCDF e Neoenergia Brasília
- Foco da apuração: furto de energia associado à mineração de criptomoedas
- Contexto recente: migração do esquema para áreas urbanas, segundo a reportagem

Por que mineração clandestina preocupa moradores e comerciantes
Em geral, instalações de mineração consomem energia em alto volume e podem funcionar 24 horas, o que, quando irregular, tende a sobrecarregar redes e gerar risco operacional.
Na prática, técnicos costumam buscar sinais como variações atípicas de carga, ligações clandestinas e padrões de consumo incompatíveis com o perfil do imóvel.
Quando há desvio, o prejuízo financeiro é repassado ao sistema e pode afetar a qualidade do serviço, além de aumentar riscos de curtos e incêndios em instalações improvisadas.
No DF, o tema também se conecta a outras frentes de fiscalização urbana e criminal, porque operações desse tipo frequentemente se misturam a redes de receptação e ocultação de equipamentos.
- Identificação de anomalias e análise técnica da rede
- Vistoria com apoio policial quando há indícios consistentes
- Interrupção da irregularidade e coleta de elementos para investigação
O que muda com a migração do esquema para áreas urbanas
O relato de migração para áreas urbanas sugere adaptação do crime a locais com maior oferta de imóveis e maior “camuflagem” de consumo, o que pode dificultar a percepção imediata por vizinhos.
Em bairros com movimentação comercial, a presença de equipamentos barulhentos e calor intenso pode ser mascarada por rotinas de lojas e depósitos, exigindo monitoramento técnico mais refinado.
Para a investigação, a mudança também altera a estratégia: cresce a necessidade de cruzar dados de consumo, denúncias e vistorias programadas com foco em endereços suspeitos.
A PCDF e a concessionária, segundo o Correio, seguem com a operação CriptoGato para “desestruturar” o grupo investigado, em novas etapas que podem ocorrer a qualquer momento.
Dúvidas Sobre a operação CriptoGato e o furto de energia no DF
A ação divulgada em 2 de junho de 2026 colocou a mineração clandestina de criptomoedas no radar por envolver alto consumo elétrico e possível risco à rede. Estas perguntas ajudam a entender o que pode acontecer a partir de agora.
Mineração de criptomoedas pode “derrubar” a energia do bairro?
Pode causar instabilidade se houver ligações irregulares e sobrecarga local, especialmente em instalações improvisadas. O impacto varia conforme a rede da região e o porte do equipamento. Em caso de oscilação recorrente, a recomendação é registrar ocorrência na concessionária.
O que costuma indicar uma mineração clandestina perto de casa?
Calor excessivo e ventilação constante podem ser sinais, além de funcionamento ininterrupto e ruído de exaustores. Sozinhos, esses indícios não provam crime. O caminho é comunicar a Neoenergia para avaliação técnica, evitando confronto direto.
O que acontece depois que a PCDF e a Neoenergia encontram furto de energia?
A irregularidade pode ser interrompida e os elementos coletados alimentam o inquérito policial. A responsabilização depende da apuração de autoria, materialidade e do vínculo do local com a atividade. Novas diligências podem ocorrer em fases seguintes da operação.
Informações publicadas em 02/06/2026 pelo Correio Braziliense sobre ação da PCDF e da Neoenergia Brasília na operação CriptoGato.
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